A nossa casa tinha 2 assoalhadas.
Um quarto, uma sala, uma cozinha e uma casa-de-banho.
Como é que uma casa tão pequena pode trazer tantas memórias?
Como é que uma casa tão pequena pode ter tanta influência na minha vida, ainda hoje?
Esta casa vai ter direito a várias memórias.
Tinha 4/5 anos quando nos mudamos para lá. Antes não tenho memória nenhuma especial das casas onde vivi. Em Luanda e em Sacavém. Só me lembro que o facto de nos termos mudado foi uma alegria...
Na altura eu só estava excitada com uma mudança. Mas a minha mãe e o meu irmão estavam tão felizes. Passou a ser uma alegria porque eles estavam mesmo muito felizes. O meu irmão tinha uns 12 anos a minha mãe uns 30.
Não gostavam de Sacavém e a mudança para uma casa em Lisboa era o paraíso.
A mim dava-me igual.
Hoje percebo porque estavam felizes e fico feliz também.
Memórias, Crónicas e Declarações de Amor - As minhas
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Do despeito, da raiva e da razão
Há um tempo atrás, 1 ano talvez, passei-me.
Escrevi uma mensagem horrível. Daquelas que nos ajuda a descarregar a raiva, na realidade a frustação. Pronto! Já disse!
Fiquei melhor? Nope!
Recebi de volta outra mensagem horrível. Arrasei. Chorei.
Parei. Pensei.
Resolvi que não queria ser aquilo...
Tenho exemplos positivos e exemplos menos positivos alguns até bastante maus.
Os exemplos maus são pessoas que nunca ultrapassaram a dor de corno, cotovelo, o que lhe queiram chamar. Mesmo depois de casadas com outros continuam ali a alimentar-se do que é mau. Perdem tempo a pensar "como é que eu o posso lixar agora". Usam os filhos para atingir quem já não conseguem atingir há muito tempo. Ridículas.Acho que têm falta de amor-próprio.
Os exemplos positivos lá estão. Podem não estar sempre fantásticas mas, pelo menos não se alimentam do mal dos outros. Não usam os filhos e estão calmas e em paz, interiormente. Na realidade, quem as magoou um dia permanecem ali.
Um exemplo disso: a minha mãe. Não esquece mas penso que perdoa. Nunca nos usou. Não sei se já atingiu um estádio superior às maldades da vida mas diria que está lá perto. Nunca tenho bem a certeza... Não sei o que a aflige durante a noite.
No dia seguinte. Chamei-o e pedi-lhe desculpa. Não quero ser uma pessoa assim... Não lhe disse para ir ser feliz com outra mas também não lhe desejo mal.
A mim interessa-me que eu esteja bem e que os que eu amo estejam bem e não que os outros não o estejam.
O mal dos outros não me faz feliz. De vez em quando vou lá, outra vez, ao buraco negro mas volto sempre. Sacudo-me. Levanto a cabeça. Procuro quem cá está para me fazer feliz.
As outras histórias, as dos exemplos negativos, repetem-se. Estão por todo o lado. Eu oiço-as e interiorizo: EU NÃO QUERO SER ASSIM.
Não quero ser uma santa. Quando alguma coisa, não grave, lhe corre menos bem sinto os cantos da boca levantarem-se num sorrisinho... Mas tenho conseguido. Que a luz me guie sempre nesse caminho e me dê paz no coração, sempre.
Escrevi uma mensagem horrível. Daquelas que nos ajuda a descarregar a raiva, na realidade a frustação. Pronto! Já disse!
Fiquei melhor? Nope!
Recebi de volta outra mensagem horrível. Arrasei. Chorei.
Parei. Pensei.
Resolvi que não queria ser aquilo...
Tenho exemplos positivos e exemplos menos positivos alguns até bastante maus.
Os exemplos maus são pessoas que nunca ultrapassaram a dor de corno, cotovelo, o que lhe queiram chamar. Mesmo depois de casadas com outros continuam ali a alimentar-se do que é mau. Perdem tempo a pensar "como é que eu o posso lixar agora". Usam os filhos para atingir quem já não conseguem atingir há muito tempo. Ridículas.Acho que têm falta de amor-próprio.
Os exemplos positivos lá estão. Podem não estar sempre fantásticas mas, pelo menos não se alimentam do mal dos outros. Não usam os filhos e estão calmas e em paz, interiormente. Na realidade, quem as magoou um dia permanecem ali.
Um exemplo disso: a minha mãe. Não esquece mas penso que perdoa. Nunca nos usou. Não sei se já atingiu um estádio superior às maldades da vida mas diria que está lá perto. Nunca tenho bem a certeza... Não sei o que a aflige durante a noite.
No dia seguinte. Chamei-o e pedi-lhe desculpa. Não quero ser uma pessoa assim... Não lhe disse para ir ser feliz com outra mas também não lhe desejo mal.
A mim interessa-me que eu esteja bem e que os que eu amo estejam bem e não que os outros não o estejam.
O mal dos outros não me faz feliz. De vez em quando vou lá, outra vez, ao buraco negro mas volto sempre. Sacudo-me. Levanto a cabeça. Procuro quem cá está para me fazer feliz.
As outras histórias, as dos exemplos negativos, repetem-se. Estão por todo o lado. Eu oiço-as e interiorizo: EU NÃO QUERO SER ASSIM.
Não quero ser uma santa. Quando alguma coisa, não grave, lhe corre menos bem sinto os cantos da boca levantarem-se num sorrisinho... Mas tenho conseguido. Que a luz me guie sempre nesse caminho e me dê paz no coração, sempre.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Projecto-Blog
Poderia dizer que este Blog é um projecto mas penso que, para o ser, teria necessariamente de ter um plano definido com principio, meio e fim...
Não há plano. Não há um principio definido. Não tenciono seguir regras nem uma lógica sequencial no tempo. Nem sequer tenho a certeza se terá um fim...
Memórias, com certeza.
Crónicas, talvez não.
Declarações de Amor, em momentos de inspiração.
Títulos, só às vezes. É o mais dificil.
Nota: Não vou utilizar o acordo ortográfico porque não consigo... nem pensar e nem escrever com ele.
Não há plano. Não há um principio definido. Não tenciono seguir regras nem uma lógica sequencial no tempo. Nem sequer tenho a certeza se terá um fim...
Memórias, com certeza.
Crónicas, talvez não.
Declarações de Amor, em momentos de inspiração.
Títulos, só às vezes. É o mais dificil.
Nota: Não vou utilizar o acordo ortográfico porque não consigo... nem pensar e nem escrever com ele.
A frase que, um dia, partiu o meu coração
De vez em quando "vem-me à memória uma frase batida, hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas"...
Andas a dormir com o outro e agora queres-me a mim. Num fundo verde. Num bullet de um IPhone. Não era eu... os personagens eram outros e foi a mim que doeu.
Outras vezes, puxo-a à memória. Para nunca mais me esquecer!
P.S.: Smartphones should not be in the hands of not so smart people!
Andas a dormir com o outro e agora queres-me a mim. Num fundo verde. Num bullet de um IPhone. Não era eu... os personagens eram outros e foi a mim que doeu.
Outras vezes, puxo-a à memória. Para nunca mais me esquecer!
P.S.: Smartphones should not be in the hands of not so smart people!
Telefone
Guardo números no telefone só para ter a certeza que não atendo ninguém com quem não me apeteça falar.
Sou
Martha Medeiros lançou o desafio. É crucial descobrir quem somos.
"A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui."
Eu sou primavera! Mas às vezes Outono. Muito Verão e muito ligeiramente... mas também sou Inverno.
Sou festas. Sou social. Sou brilho. Sou exibicionista. Mas também sou calma. Família.
Sou feijoada. Sou pão quente com manteiga. Sou queques. Sou leite. Sou cozido à portuguesa. Sou legumes e bacalhau com grão. Sou peixe grelhado. Sou carne. Sou salgados mas às vezes sou doces. Sou croquetes. Mas também sou bolo de chocolate e gelado. Sou comida. Sou cozinha e quarto. Sou tão mesa como cama.
Não sou coca-cola e rendi-me ao chocolate. Não sou café mas sim capuccino.
Sou cerejas, uvas e morangos. Maçãs, bananas e laranjas. Tnngerinas, Maracujá e muita melância. Sou melão mas não sou meloa.
Sou cidade. Sou rua. Sou compras. Sou saldos.
Sou salão de chá e scones. Sou caiproska, morangoska, sou caipi e sou oska.
Sou toda cheiro, sou toda pele. Sou água salgada e nunca piscina. Sou calor sem ar condicionado.
Sou musica. Sou Marisa Monte e mais um monte. Sou Joanne Harris.
Sou Lisboa. Sou Salvador. Mas danço em África.
Sou a luz de Lisboa. Não sou Paris. Não sou Roma. Sou América do Sul. Sou Buenos Aires. Não sou avião, não sou carro e muito menos barco! Sou a pé.
Sou musica, radio e discos. Não sou televisão. Sou internet e facebook. Sou blogs. Sou livros. Sou revistas.
Já fui teatro. Ainda vou voltar a ser. Sou pessoas.
Sou cor. Sou muito amarelo. Sou azul e rosa. Sou laranja, encarnado, sou preto e cinzento. Sou calças de ganga e vestidos. Sou brilhos. Sou brincos, colares e pulseiras. Não sou anéis ou relógios.
Sou leoa. Na família, no cabelo, no território. Sou gatos. Sou organização e listas, muitas listas. Sou preguiça. Sou mais dia que noite. Não sou manhãs.
"Você está fazendo sua lista? Tô esperando."
Sou duche e água quente. Não sou banho. Sou luxuria. Sou desporto. Sou cremes. Sou flores e frutas. Sou cor (outra vez) mas sou verniz claro.
Sou muito mãe. Sou mimo. Sou abraços e beijos na boca. Sou toque. Sou amiga. Sou rambóia. Sou filha e irmã. Sou tão vaidosa.
Sou cama. Sou mais acção. Sou mais eu que os outros. Sou eu.
Sou alegre e feliz mas, de vez em quando, também sou triste. Sou agradecida.
Quem eu fui, já não sou. E quem sou ainda pode mudar.
"Agora é sua vez."
"A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui."
Eu sou primavera! Mas às vezes Outono. Muito Verão e muito ligeiramente... mas também sou Inverno.
Sou festas. Sou social. Sou brilho. Sou exibicionista. Mas também sou calma. Família.
Sou feijoada. Sou pão quente com manteiga. Sou queques. Sou leite. Sou cozido à portuguesa. Sou legumes e bacalhau com grão. Sou peixe grelhado. Sou carne. Sou salgados mas às vezes sou doces. Sou croquetes. Mas também sou bolo de chocolate e gelado. Sou comida. Sou cozinha e quarto. Sou tão mesa como cama.
Não sou coca-cola e rendi-me ao chocolate. Não sou café mas sim capuccino.
Sou cerejas, uvas e morangos. Maçãs, bananas e laranjas. Tnngerinas, Maracujá e muita melância. Sou melão mas não sou meloa.
Sou cidade. Sou rua. Sou compras. Sou saldos.
Sou salão de chá e scones. Sou caiproska, morangoska, sou caipi e sou oska.
Sou toda cheiro, sou toda pele. Sou água salgada e nunca piscina. Sou calor sem ar condicionado.
Sou musica. Sou Marisa Monte e mais um monte. Sou Joanne Harris.
Sou Lisboa. Sou Salvador. Mas danço em África.
Sou a luz de Lisboa. Não sou Paris. Não sou Roma. Sou América do Sul. Sou Buenos Aires. Não sou avião, não sou carro e muito menos barco! Sou a pé.
Sou musica, radio e discos. Não sou televisão. Sou internet e facebook. Sou blogs. Sou livros. Sou revistas.
Já fui teatro. Ainda vou voltar a ser. Sou pessoas.
Sou cor. Sou muito amarelo. Sou azul e rosa. Sou laranja, encarnado, sou preto e cinzento. Sou calças de ganga e vestidos. Sou brilhos. Sou brincos, colares e pulseiras. Não sou anéis ou relógios.
Sou leoa. Na família, no cabelo, no território. Sou gatos. Sou organização e listas, muitas listas. Sou preguiça. Sou mais dia que noite. Não sou manhãs.
"Você está fazendo sua lista? Tô esperando."
Sou duche e água quente. Não sou banho. Sou luxuria. Sou desporto. Sou cremes. Sou flores e frutas. Sou cor (outra vez) mas sou verniz claro.
Sou muito mãe. Sou mimo. Sou abraços e beijos na boca. Sou toque. Sou amiga. Sou rambóia. Sou filha e irmã. Sou tão vaidosa.
Sou cama. Sou mais acção. Sou mais eu que os outros. Sou eu.
Sou alegre e feliz mas, de vez em quando, também sou triste. Sou agradecida.
Quem eu fui, já não sou. E quem sou ainda pode mudar.
"Agora é sua vez."
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